31/07/2009

"134) COM A FORÇA DE CEM CAVALOS"


"[']corcel andaluz[']."


"Galopando pela pradaria da grande área ..."


"['] ... deve buscar a estrada do maior número possível de corações[']. "

“COM A FORÇA DE CEM CAVALOS"

E assim foi. O medo apresentado pelo adversário nos permitiu vencer. A inexistência da estratégia ofensiva levou-lhes à morte súbita.

O passe perfeito e incansável chegou ao “corcel andaluz”. Galopando pela pradaria da grande área, livre, sob as regras da natureza e com a ponta letal do “casco direito”, ele foi único, soberano ...

Hoje, Diego (23) está entre dois caminhos. Qual será o melhor? Os braços fraternos do torcedor - reconhecimento pelo sonho permitido e passa-porte com destino à África do Sul - ou o vil metal momentâneo?

O homem vive tomando atitudes e decidindo seu destino a cada dia. O bom senso é procurado constantemente – afinal, se nos fosse possibilitado, gostaríamos de ter tudo e “todos” ao mesmo tempo.

Entretanto, se a escolha é inevitável, permitam-me externar um ponto de vista: “Diego, com a força de cem cavalos que lhe é peculiar, deve buscar a estrada do maior número possível de corações”.

27/07/2009

"133) MONSIEUR OBINA (UM DIA DE HERÓI)"


"Dia de herói ..."


"Oportunista ..."


"O que dizer mais, a não ser obrigado?"

“MONSIEUR OBINA"
(UM DIA DE HERÓI)


Venci? Perderam? Empatamos? Essa época acabou!

Grupo coeso é grupo comprometido.

Hoje homenageamos aqueles que personificaram os guerreiros alviverdes de Presidente Prudente. Os mesmos que percorreram léguas tiranas e não reclamaram da sorte.

Hoje homenageamos aqueles que sangraram o que foi necessário, porque as vitórias assemelhavam-se a identificadores de linguagem, onde o atleta entende o que a torcida quer - e ela pede apenas o essencial.

Dia de herói, ainda posso rever a cabeçada de Monsieur Obina (25). Feito um beija-flor, ele plana no ar - antes dele, diz a lenda, somente Dario e ... Pelé.

Frio como o inverno e implacável como o algoz, o homem da camisa nove - por merecimento, diga-se - bateu com extrema categoria, a penalidade máxima - às vezes, ele surpreende, vale ressaltar.

Oportunista, Obina não poderia negar-se a finalizar mais uma assistência do “maestro” Cleiton (25) – condutor do archote esmeraldino.

O que dizer mais, a não ser obrigado?

24/07/2009

"132) ENTRE O OBSERVADOR E O OBJETO (FORÇAS DO MANIQUEÍSMO?)"


" ... [']Olho de Deus[']."


" ... certa incapacidade de aplicar justiça ... encobrindo o brilho de uma equipe ..."


"A boa fase do ídolo alviverde."

“ENTRE O OBSERVADOR E O OBJETO"
(FORÇAS DO MANIQUEÍSMO?)


Nebulosa é um exemplo de nuvem constituída de hidrogênio, plasma e poeira. É a área contida no Universo, onde se forma uma estrela. Uma delas, Helix , descoberta em 1990, é conhecida pelo nome de “Olho de Deus”.

No futebol, ela pode simbolizar todo o nosso cuidado com a fraca qualidade de arbitragem apresentada até aqui.

Eclipse, do grego kleipsis - deixar para trás - , é um evento de cunho astronômico. Ocorre quando um determinado objeto do espaço celestial se move para a sombra de outro. No meio desta semana atuou, com lucidez, entre a China e a Índia . E no Serra Dourada?

No futebol, ele pode simbolizar “o homem de preto” demonstrando uma certa incapacidade de aplicar justiça ao jogo de quarta-feira próxima passada, encobrindo o brilho de uma equipe que, a despeito de seus limites técnicos, surpreende satisfatoriamente.

Em Goiânia, o desempenho da SEP não foi o mesmo. Entretanto, não fossem os erros cometidos pela lei, em momentos pontuais, e apresentaríamos o mesmo número de pontos do primeiro colocado do Nacional de 2009.

Embora a tristeza pelo resultado negativo, nos resta a lembrança do gol de Diego (23). A bola guardada na gaveta alta do armário goiano. A boa fase do ídolo alviverde.

Afora isso, a expectativa é grande e o clássico averbará a continuidade de nossa boa performance.

20/07/2009

"131) A ESTRADA DO DEUS BACO"


"A rota tem início na [']Adega do Baco['] e final nos [']Vinhos Palmeiras['] ..."


" ... parada para degustagem ..."


"Futebol é associar valores. "


"O Futebol funciona adequadamente quando o todo é valorizado. "


"Hoje, a equipe de Palestra Itália funciona através de rufadores de tambor ... e virtuosos violinistas ..."

“A ESTRADA DO DEUS BACO"

Baco é um dos deuses da mitologia romana, caracterizado pelos excessos. É o deus do vinho - assim como Dionísio, na mitologia grega.

Instigada por tais preceitos, a cidade de S. Roque soube aproveitar-se do mito. Incentivando adegas e vinícolas instaladas no município, a prefeitura local instituiu - ou oficializou o que já existia naturalmente - a “Estrada do Vinho” (clique aqui) .

A rota tem início na “Adega do Baco” e final nos “Vinhos Palmeiras” (clique aqui) , décima quinta parada para degustagem. É impossível, acreditem, chegar ao final da linha com a mesma lucidez .

Aliás, ao falarmos sobre a “tal lucidez”, parece que ela está imperando na SEP neste Campeonato Nacional. Faz a gente entender que futebol é algo simples, onde não é preciso construções mirabolantes, sob sistemas táticos complexos.

Futebol é associar valores. Ou melhor, interpretá-lo como algo integral - holístico, diria Jan Smuts (1870-1950).

O Futebol funciona adequadamente quando o todo é valorizado. Não existem, em uma engrenagem, peças prioritárias - quiçá privilegiadas. Na orquestra precisamos de violinistas, assim como rufadores de tambor.

Hoje, a equipe de Palestra Itália funciona através de rufadores de tambor - Maurício (23), Danilo (25) e Pierre (27), por exemplo - e virtuosos violinistas –Marcos (35), Edmilson (33), Cleiton (25) e Diego (25). Porém, não posso deixar de destacar outros instrumentistas, tais como Armero (23) e Ortigoza (21); Souza (21) chegará lá; Sacconi (21), Willians (21), Marquinhos (19) ... talvez.

Portanto, “lucidez” é a palavra. Mesmo que ela precise conviver com a ”Estrada do Vinho” e os excessos de Baco.


Clique aqui e assista os melhores momentos

17/07/2009

"130) ALMAS, GUERREIROS E GLÁDIOS"


" ... empunhando o gládio, não perde o golpe de misericórdia."


" ... um conjunto de almas e guerreiros. "


"Aquele que procurou amenizar a dor de nossa saída prematura ..."

“ALMAS, GUERREIROS E GLÁDIOS"

Alma é raciocínio. Aquilo que lubrifica a engrenagem e torna a máquina em algo funcional.

Alma é respeito pelos demais companheiros e vergonha de decepcioná-los. Sensibilidade no trato dos problemas e aquele “plus” que diferencia homens - pura e simplesmente - de guerreiros.

Guerreiro é aquele ser que produz efervescência no momento decisivo. Aquele que faz do sangue derramado, medalha de honra. Aquele que permite a si uma última corrida de cem metros, saindo atrás de seu competidor e chegando à frente.

Guerreiro é dor sentida e esquecida. Aquele que, empunhando o gládio, não perde o golpe de misericórdia.

Gládio é o instrumento de justiça. Aquele que possibilita chegarmos a algo, distinguindo-nos pela capacidade.

Gládio é a bola dormindo profundamente nas redes adversárias. É a alegria do guerreiro e a alma lavada.

Quarta feira, a SEP foi um conjunto de almas e guerreiros. Munidos de gládios, através do comprometimento, buscaram um objetivo em comum.

Jogadores dedicados, todos aqueles que participaram da partida do Maracanã, honrando nossa camisa, lembraram nossos melhores exemplos de heróis.

Heroísmo à parte, dia após dia, os atletas alviverdes vem fazendo a torcida esquecer de episódios menos agradáveis. Belo Horizonte, por exemplo, poderia ter contado com a nossa presença na final da Copa Libertadores da América. A frase dizia: “Sim, nós podemos!” Contudo ...

Porém, um de nossos guerreiros - eterno gladiador - nos representou com sua raça, fibra e vontade de vencer. Ele nunca será esquecido, mesmo que o tempo conspire em adiar o seu retorno.

Aquele que procurou amenizar a dor de nossa saída prematura, hoje sangra a dor dos homens.

Força eterno gladiador! Nossa vitória também te pertence.

Enquanto isso, na “cidade maravilhosa”, Ortigoza (21) fazia a sua parte.

13/07/2009

129) TREM DAS ÁGUAS (DE LOURENÇO A SOLEDADE)"


"A viagem faz você voltar no tempo."


" ... o apito da desbravadora é ouvido ..."


" ... enchendo os olhos do torcedor ..."


" ... quatro gols ..."


"Não ganhamos nada, mas que ... nos empolga, não tenham dúvidas."

“TREM DAS ÁGUAS"
(DE LOURENÇO A SOLEDADE)

Eu e Ela precisávamos de uma folga. Algo como “um tempo para que pudéssemos nos reconquistar”. Até breve, “terra da garoa”. Lourenço, sul de Minas, aí vamos nós!

Encontramo-nos com uma estrada de ferro construída em torno do século XIX. Os mesmos trilhos acomodam a última “Maria Fumaça”, chamada “Trem das Águas” - alusivo ao “Circuito das Águas”, que dentre outras cidades Lourenço faz parte, levando seus passageiros até Soledade.

A viagem faz você voltar no tempo. Lentamente, o maquinista conduz o destino de seus oito compartimentos. Ocasionalmente, o apito da “desbravadora” é ouvido, permitindo que as crianças, moradoras das casas das beiradas, acenem e sonhem com moedas jogadas pelos viajantes - o que não é permitido, diga-se!

E você me pergunta: E a SEP? E eu lhes respondo: Acompanho de longe, pela Internet; todas as manhãs, depois do café. Soube da vitória, domingo. Assisti os gols marcados e os melhores momentos. Que tal o técnico interino ser responsável por nossos destinos no Campeonato Nacional?

Pierre (27) e Souza (21) demonstram a cada nova partida que sabem mais do que simplesmente marcar - por exemplo, “o camisa cinco” sempre aparece como alternativa de chutes da linha intermediária.

Quanto aos meias Cleiton (25) e Diego (23), eles vêm enchendo os olhos do torcedor - neste final de semana, dos quatro gols, duas assistências cada um.

Não ganhamos nada, mas que “a cooperativa dos jogadores e do humilde treinador interino” nos empolga, não tenham dúvidas.

Enquanto isso, na pacata cidade de Lourenço ... !

08/07/2009

"128) ENTRE OS MOINHOS DE VENTO"


"Serei sonhador e viverei a expectativa de títulos e conquistas."

“ENTRE OS MOINHOS DE VENTO"

Era uma vez um reino. Aos olhos mortais sua onipresença era marcante.

Contudo, igual a qualquer povo de bem reunido em torno de uma bandeira, tal reino encontrou alguns percalços pelo caminho. Alguns motivados pela fatalidade, outros motivados pelo desejo de poder.

A fatalidade nos ensina a cair, levantar e continuar a nossa epopéia. Seguir a passos largos pela estrada do tempo.

Entretanto a sede pelo poder corrompe os homens; faz deles servos da cobiça e da ganância. Pessoas que falam de si e para si, ouvindo apenas aqueles que dizem sim.

Assim sendo, inconformados com a tirania que passou a assolar seu reino, o povo pôs-se a lutar pelo retorno incondicional da democracia. Suas vozes vinham do papel escrito, dos pontos de vista e das horas dedicadas com as novas idéias. Indiscutivelmente participativos, eles não se importavam com a doçura ou com o fel das palavras. O importante era falar, denunciar, bradir ... aos quatro cantos. Cada um era seu próprio líder, não se esquecendo do bom senso e do objetivo fundamental da demanda.

A tirania caiu e todos comemoraram. Era preciso continuar a escrever a história e por isso homens de bem foram alçados aos lugares certos. Porém, a ansiedade apresentou armas e muitos dos que lutaram lado a lado passaram a ser exorcizados. Infelizmente, parte do entusiasmo fora drenado.

Seria o fim do exército de fidalgos cavaleiros? Aqueles que alguns chamam de “mídia alternativa” ou ... “Mídia Palestrina”?

Digo ao som dos copos do ”L´osteria”: Jamais!

“Morrerei como um Quixote a cavalgar o dorso do corcel Rocinante. Serei sonhador e viverei a expectativa de títulos e conquistas. Continuarei um humilde torcedor de arquibancada, do tipo que pede pouco e oferece muito ... E quando faltarem forças, motivadas pelos longos anos, eu aplaudirei todos ao meu redor, pois cada um deles tem o mesmo sangue de alviverde apaixonado”.

06/07/2009

"127) VITÓRIA DO ESPÍRITO DE EQUIPE"


" ... eles parecem que querem provar algo a alguém."

“VITÓRIA DO ESPÍRITO DE EQUIPE"

Um dos maiores candidatos a técnico da SEP, ao justificar erros cometidos no futebol, diz constantemente: “A bola pune”.

Sendo assim, a bola pune todo aquele que trai um grupo de trabalho. Aquele que procura pensar a carreira servindo-se dos clubes pelos quais passa.

Culpa de empresário - quiçá procurador -, instigador dos hábitos nocivos à carreira de um determinado jogador, permitiu que ele fosse crucificado pelo amor incondicional do torcedor. Afinal, ninguém pede mais que profissionalismo, pois o indiscutível caráter é inerente ao bom trabalhador.

Hoje, nós precisamos de bons trabalhadores! Dentro de nossas fileiras encontramos vários com os quais podemos contar - e eles parecem que querem provar algo a alguém.

Da cobrança de penalidade máxima ao chute oportunista, momentos explícitos de objetividade e seriedade, Obina (25) mostra aos pessimistas que o descrédito tem data para se encerrar.Contando com a ajuda dos meias Cleiton (25) - que gol! - e Diego (23), ele poderá tornar a realidade virtual em tangível.

Mas se mesmo assim desconfiarmos da fase alviverde, interpretando-a como passageira, não poderemos esquecer de Marcos. O homem - ou A Lenda? - é capaz de carregar às costas o nosso pecado, redimindo e transformando-o em singelo ritual de busca e encontro da experiência e do amadurecimento.

Acreditem: Estamos vivos!

Resistimos a mais uma tempestade e ela não foi capaz de sufocar a nossa voz.

03/07/2009

"126) CAMINHO DE VOLTA"


" ... a única de interesse geral é nossa volta às origens conquistadoras."

“CAMINHO DE VOLTA"

Ele nunca pensou ser um presidente. Ao contrário, sempre lidou com a liderança de forma desinteressada. Afinal, primeiramente estava o nome da “Sociedade”, fator que somente o berço de nascença pode explicar.

Por intermédio de um consenso germinado entre as múltiplas camadas de bem da “Società”, ele assumiu a responsabilidade de um poder venenoso, que seduz até o homem menos comprometido com a luxúria e a vaidade. Porém, textos concisos da “Carta Capital” testemunharam a seu favor. Não fossem as palavras eternizadas pelo “periódico”, o olhar do ser descrito já seria o suficiente.

Desde que o “Muda Palmeiras” tornou-se um sonho visionário, decantado por ilustres palmeirenses, seu nome fazia parte do baralho sobre a mesa. Difícil seria acreditar que o “artífice da economia” fosse sujeitar-se a administrar os mistérios contidos na “caixa de Pandora”. Contudo, a vida nos prega peças.

Começou a modernizar o “Império Romano do Jardim Suspenso”, igual ao menino torcedor que ganha seu primeiro manto sagrado. A esperança fazia correr lágrimas de seu rosto - foi assim no gol de Cleiton (25), em Santiago, ou nas defesas miraculosas de Marcos (35), na cidade de Recife, “Ilha de Lost”.

Mas os erros fazem parte - também - do acervo dos grandes pensadores desse negócio que chamamos futebol. Como tal, ele não fugiu à regra. Pecou pelo excesso. Não se omitiu. Aceitou algumas idéias, negociando outras, entre elas o continuísmo nefasto do “falso profeta esportivo”, interessado em semi-aposentadoria.


Belluzzo nasceu palmeirense e está presidente. Sentiu o quanto é solitária a envergadura de seu posto, mas não sucumbiu. Atingiu apenas o primeiro quarto de seu caminho e está longe de voltar. Aliás, quando pensamos na volta, a única de interesse geral é nossa volta às origens conquistadoras.