28/10/2008

"55) ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SUOR"


"Contudo, ninguém falou que o espírito de equipe seria capaz de suprir a justiça dos homens."

"ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SUOR"

Alguém falou na dificuldade de conquista do título. Contudo, ninguém falou que seria impossível.

Alguém falou que os adversários seriam competitivos. Contudo, ninguém falou que seriam invencíveis.

Alguém falou que o desempenho técnico insatisfatório e o desenho tático equivocado, seriam barreiras. Contudo, ninguém falou na impossibilidade de superá-las.

Alguém falou que problemas "extra-campo" pudessem interferir "intra-campo". Contudo, ninguém falou que seriam insolúveis.

Alguém falou que os erros arbitrais seriam essenciais para o fracasso. Contudo, ninguém falou que o espírito de equipe seria capaz de suprir a justiça dos homens.

Enfim, alguém sempre enxergou o lado negativo dos fatos (e aqui não vai uma crítica, a quem quer que seja), transformando o tempo nublado em tempestade. Contudo, ninguém pensou que o confronto direto poderá fazer a diferença cair, abrindo espaço para qualquer probabilidade.

Deixemos as críticas e manifestos para depois do campeonato. Concentremos nossos esforços no objetivo maior.

Mais importante que os nomes das pessoas, a bandeira do clube.

Assim sendo e até a última gota de suor... LUTEMOS!

25/10/2008

"54) A FORÇA MÍSTICA DA CAMISA ALVIVERDE"


"Ela nos levará onde sempre merecemos estar."

"A FORÇA MÍSTICA DA CAMISA ALVIVERDE"

A Sociedade Esportiva Palmeiras, código genético de seus simpatizantes, é capaz de contar e comover o expectador menos compromissado com seus interesses, sobre inúmeras passagens de profunda beleza, de sua história de clube conquistador.

Criado no meio operário, a "sociedade de todos nós" nada conseguiu gratuitamente. A luta fez parte integral de suas vitórias. Seja no gramado de Palestra Itália, seja nas outras praças esportivas, sua vontade de competir sempre representou o que tinha de melhor.

Assim sendo, embora os fatos conspirem para o nascimento inoportuno de dúvidas, não podemos e não devemos deixar que o resultado da "Sul Americana" crie armadilhas para a equipe esmeraldina.

Acontecimento isolado, o insucesso alcançado contra a fraca equipe argentina deve ser resolvido satisfatoriamente, no momento oportuno. Contudo alertamos: “Tudo tem hora para acontecer”.

Agora é hora de pensarmos – clube e torcedor; um só princípio inteligente - no clube do bairro carioca das Laranjeiras; seus atletas e dificuldades a serem suplantadas. Tentarmos transformar o "Maracanã", mais uma vez (1951, ainda bate forte em nossos corações), no momento máximo da plenitude palmeirense. Confiarmos na possibilidade de trazermos três pontos positivos, deixando para nossos adversários, a dúvida da próxima partida.

Torcedor, independente dos desfalques, deposite fé em nossos jogadores. Deixe com nossos inimigos ou com a "imprensa" (mesmo caminho sinuoso), o menosprezo. Eles não aprenderam como lidar com a força mística da camisa alviverde. Ela nos levará onde sempre merecemos estar.

Nossa galeria de troféus pode provar aos incrédulos, o quanto somos destemidos e aptos a alcançar nossos objetivos.

Lembrem-se antagonistas, não nos subestimem. A surpresa pode decepcioná-los.

21/10/2008

"53) A ARENA E O GLADIADOR"


"Nada inibe seu 'rush', inclusive a truculência adversária ..."

"A ARENA E O GLADIADOR"

A "Arena" recebe seus competidores. A luta pela sobrevivência é árdua. Ao final, somente um contemplará a vitória.

As equipes sentem a responsabilidade; respeitam-se. Contudo, "A LENDÁRIA TORCIDA QUE CANTA E VIBRA" faz a diferença. Entretanto, os erros comprometem todo o incentivo. As dificuldades aumentam drasticamente.

Porém, um entre vinte e dois gladiadores tem a certeza de sua permanência no centro do palco. Ele é a figura do momento. Aquele homem é capaz de transformar sangue em medalha de honra. Indestrutível, é confundido com personagens que a História faz o favor de registrar.

Nada inibe seu "rush", inclusive a truculência adversária - por isso, teimam interpretá-lo desleal - o que é um desconhecimento de causa. Ele é o retrato vivo da sociedade, no uso da legítima defesa. A coragem mostrada por poucos.

O vislumbre da boa jogada termina nos pés do "Gladiador". Ele perfura a muralha defensiva, permitindo ao torcedor incrédulo esperar pelo último fio de possibilidade, definido pelo golpe de misericórdia da falta cobrada – para variar, sofrida por ele.

Momentos como esse não podem ser desprezados com críticas não fundamentadas. Se as chances teimam existir, agradeçamos à faca cerrada entre os dentes e à astúcia implacável do "Gladiador".

Afinal, os heróis não morrem. Na forma de estátuas se perpetuam.

E ainda assim, há quem não goste de Kléber.

18/10/2008

"52) CERIMONIAL DA VITÓRIA"


"Nossa vitória deve ter sabor único; democrático; nascido do meio das massas ..."

"CERIMONIAL DA VITÓRIA"

Acorde cedo! Tome um banho, lave a alma! Se vista de verde! Vale tudo! Camisa tradicional, camisa cítrica... até a esquecida camisa branca - aliás, imaculada pela História, inerente aos "mantos sagrados".

Tome um café da manhã reforçado, preparado pelas mãos mágicas da mãe (sabor de infância), esposa (sabor de amor), companheira (sabor de liberdade)...

Caminhe até a banca de jornal, compre um exemplar - geralmente com notícias tendenciosas, mas que alimentam a alma dos deuses da estrutura de cimento armado.

Até o horário do almoço, procure esquecer o jogo, deixando que outras atividades invadam sua vida - eu sei, é difícil, mas...

Almoço! Geralmente uma macarronada (para não perder aquele encanto histórico de nossas raízes italianas), acompanhada de um belo vinho - vale até o "SANGUE DE BOI" - sic.

Agora é chegado o momento! Alguns rumam ao "Coliseu – Estádio Palestra Itália"; outros à Internet - encerramentos de comentários, desejos de boa sorte, despedidas.... Enfim, uma pluralidade de saídas, convergindo ao mesmo destino.

Em particular, gostaria de comentar sobre aqueles colegas (conhecidos e desconhecidos, unidos pelo mesmo ideal), dirigindo-se ao estádio, em seus veículos, ônibus... Obviamente, um longa metragem deve passar por suas cabeças. Nossas vitórias, alegrias, títulos... procurando coincidências na história palestrina, que nos mostrem o quanto podemos confiar no imponderável.

Fé? Todos têm, incessantemente. Ela se manifesta das mais diversas maneiras metafísicas possíveis. Confessamos erros e assumimos pecados. Dizemos que mudaremos as atitudes, e fazemos promessas pela vitória – embora Deus - e nós temos conhecimento - não jogue dados.

Alegria? Sucesso? Festa? Só Ele sabe! Ele e o livre arbítrio!

Livre arbítrio? Depende de nossas forças? Havia esquecido completamente esse fator!

Portanto, Luxemburgo e atletas – nobres guerreiros palmeirenses – à luta pela vitória! Ela é possível!

Nossa vitória deve ter um sabor único; democrático; nascido do meio das massas – capazes de transformar o destino de um jogo.

Quanto ao "inimigos (a História explica o porquê)", as flores dedicadas pela "LENDÁRIA TORCIDA QUE CANTA E VIBRA" bastam.

14/10/2008

"51) HERANÇA DOS CAMPOS DE CAFÉ"


"Fez o domingo de inúmeros braccianti, diminuindo a dor corrosiva da labuta."

"HERANÇA DOS CAMPOS DE CAFÉ"

À medida que crescíamos, ouvíamos histórias de nossos familiares sobre as comunidades do café. Elas explicam o que fomos antes da “indústria”, e mesmo concomitantes a ela.

Fomos os imigrantes em busca de uma fatia de terra que pudesse prosperar. A mesa farta... de sonhos, que pudéssemos dividir com o nosso vizinho. O calor da cama de uma mulher apaixonada e as conseqüências desse enlace.

As cantorias com lágrimas nos olhos falavam da saudade do que poderia ser a vida simples e bela de muitos, não fosse a ganância de uns poucos.

As imagens atuais coincidem? Muitas delas. Algumas lutas continuam e a vontade de ser feliz permanece. Ainda brilha no olhar dos imigrantes, agora confundidos com outros inúmeros retirantes, a epopéia de "fazer a América".

No futebol, "fazer a América é alcançar um título, à custa do fixo objetivo de transformar o mundo dos humildes. Os mesmos que se reuniam para ler poemas sobre a "nostra Itália" – lembram-se do início de "nostra história"?

"Nostro Palestra" nasceu do meio da colheita do café, passando pelas manufaturas do operário fabril. Fez o domingo dos inúmeros "braccianti" (*), diminuindo a dor corrosiva da labuta.

Sendo assim, torcer ardentemente pela Sociedade Esportiva Palmeiras é preservar nosso passado, escrito à base de sangue e suor italianos, miscigenados aos de outras etnias, que da mesma forma ajudaram a construir o patrimônio de nossa coletividade.

Mais que oriundi de uma terra de além mar, hoje somos brasileiros, de Palestra Itália.

(*) gente pobre e trabalhadora de terras alheias.

11/10/2008

"50) SENHORES DE NOSSO PRÓPRIO DESTINO (um tributo à Cruz de Savóia)"


"O espírito de Giuseppe Garibaldi está de volta, evocado pela massa verde e branca ..."

"SENHORES DE NOSSO PRÓPRIO DESTINO"
(um tributo à Cruz de Savóia)

Deposito na virtude técnica de nossos jogadores, a confiança de um torcedor apaixonado.

Movido por sentimentos de puro êxtase, antevejo a dama de branco balançando a rede de nossos mais famigerados adversários.

Certamente, a estirpe de minha sensibilidade é o sangue do povo latino pulsando nas veias e libertando a libido existente nos filhos de Palestra Itália.

A luta continua e nossos nobres cavaleiros alviverdes, membros de uma sociedade aberta a todas as etnias, preparam suas laminas afiadas para a grande batalha.

O espírito de Giuseppe Garibaldi está de volta, evocado pela massa verde e branca – assim como na final do Estadual/2008.

Nosso estandarte voltará a tremular, elevando o nome de nossas hostes ao mais alto patamar. Em especial a Cruz de Savóia do bravo Raphael, poeta maldito e injustiçado pela censura.

Florianópolis não foi generosa. A equipe local demonstrou uma força de vontade fora do comum. Mas, o Coliseu restituirá a alegria para a pátria esmeraldina.

"AVANTE SENHORES DE NOSSO PRÓPRIO DESTINO".

07/10/2008

"49) SINAIS ALVIVERDES"


" O eleito a reconquistar a confiança ... e um disparo alojado na forquilha antagônica.".

"SINAIS ALVIVERDES"

Tomadas de atitudes levam-nos a contar sobre a História. Utilizando-se das corretas, levam-nos ao sucesso. Uma seqüência delas acredita-se serem marcas do destino, traçado com a assinatura de uma força maior que a mortal.

Mas, o esforço pessoal influencia, representa e patrocina. Chamamos de livre arbítrio.

O Nacional/2008 vem sendo emocionante. Quando menos esperamos...

Foi assim com a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Um sinal de destempero de um dos atletas adversários conduziu a vitória às nossas mãos - ajudados que fomos pela leitura de jogo, própria dos elencos candidatos ao título. Travestidos do mágico espírito de equipe, tomamos as rédeas e domamos o cavalo selvagem da derrota. O eleito a reconquistar a confiança abalada foi nosso centenário Leandro, e um disparo alojado na forquilha antagônica.

Circunstancialmente somos surpreendidos pela habilidade alheia. Aconteceu sábado, na etapa complementar, quando mais próximos parecíamos estar do segundo gol, que nos manteria na liderança. Contudo, Marcos - "a balança da justiça" - surgiu, impondo suas regras e nos arrebatando. Afinal, esse vale "outros quatrocentos".

Dizia a música contestadora: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Soubemos negar os obstáculos e ressuscitar o "Lázaro Alviverde". Denílson - nosso malabarista - assistenciou Alex "Artilheiro", que de forma letal conduziu o goleiro inimigo ao cadafalso.

Havia, porém, o "toque final" - de Midas. Proporcionar a pedra filosofal ao torcedor, transformando gol em ouro. Da tabela ao faro oportuno, Denílson provou estar vivo.

Seria o momento de comemorar? Alegrar-se, talvez!

04/10/2008

"48) TIRO DE MISERICÓRDIA"


"Com largas braçadas deixou seus adversários assistindo sua chegada às redes".

"TIRO DE MISERICÓRDIA"

A chuva teimava cair e prejudicar. Assediada pelas camisas verdes, a bola conspirava contrária. O que fazer? Molhar-se nas estruturas de cimento armado e clamar aos deuses?

"Futebol econômico versus adversário franco atirador". A distância entre matar ou morrer limitava-se a detalhes.

A linha de defesa surpreendia mais uma vez. Gustavo e Roque Júnior demonstravam sincronia, e o "líbero" Martinez, passes e lançamentos qualificados – aliás, é chegada a hora da torcida destacá-lo; ele é acima da média, graças a sua versatilidade.

Essa versatilidade e vontade de ganhar, como não poderia deixar de ser, fazia parte da personalidade alviverde, e mais precisamente do código genético do volante Pierre, exemplo de competitividade e amor à camisa.

Na linha de frente, Kléber era o cara. O homem que prova a cada dia, a sua importância na disputa futura de uma Copa Libertadores da América.

Porém, o gol palmeirense teimava em não acontecer e o apreensivo torcedor desconfiava do destino traçado.

Até que Jumar, feito o próprio "Phelps", nadador olímpico, vislumbrou o "horizonte perdido". Com largas braçadas deixou seus adversários assistindo sua chegada às redes.

E o gol impossível tornou-se realidade. O "império inca" caia pela última vez.

Foi uma vitória difícil, mas merecida. A fórceps, como muitas outras registradas pela história da SEP.

Vitória marcante para Luxemburgo e seus comandados, que por um breve lapso de tempo lembrou-nos de outro técnico; gaúcho; de bigode austero; que gostava muito das conquistas regadas a sangue e suor.