30/09/2008

"47) A LIDERANÇA É NOSSA"


" ... um trabalho de grupo, formado por homens de caráter inquestionável ... "

"A LIDERANÇA É NOSSA"

A bola rola caprichosamente. Imitando um suspense de cinema, ela faz nosso batimento cardíaco acelerar.

Gol? Negativo! Esse prazer subtraído pelo destino ofereceu ao marcador adversário, "quinze minutos" de sucesso.

Contudo, a lei do equilíbrio agiu rapidamente. Chegamos ao primeiro lugar, discretos e competentes. Trabalho de equipe fluindo na hora certa, mercê a estratégia de nosso "general" Luxemburgo.

Marcos, Gustavo e Pierre, quando nos lembramos destes jogadores, nós sabemos o que eles podem realizar. Mas, o que dizer de Maurício, peça caseira da engrenagem, solucionadora de um defeito crônico?

Da mesma forma, Martinez encontrou a continuidade de sua carreira, no papel de líbero, com saída de bola e chegada ao gol adversário.

Desconfiados, alguns palmeirenses questionam seu desempenho. Mas, a verdade é que Kléber é fundamental. Sua importância existe na arte de sofrer faltas insistentes (com a conivência das arbitragens, diga-se), oferecendo espaço aos gols de Alex "Artilheiro".

Enfim, um trabalho de grupo, formado por homens de caráter inquestionável, e acima de tudo compromissados com a coletividade. Pois, só assim visualiza-se o que é vestir o manto verde e branco. “Afinal, dar a volta por cima, depois de tamanha turbulência, somente é possível por aqueles que sabem o que querem”.

27/09/2008

"46) O EXPRESSO DAS CORDILHEIRAS"


" ... dividiu-se ao meio, no objetivo de somar ao final."

"O EXPRESSO DAS CORDILHEIRAS"

"O expresso das cordilheiras" desceu das altitudes rarefeitas, procurando respirar as novas notícias do futebol da "Terra Brasilis".

O elenco teve uma semana inusitada, onde se dividiu ao meio, no objetivo de somar ao final.

O Náutico, adversário do final de semana, confiando no inferno projetado pelos "Aflitos", espera ansioso o embate, quando mediremos nossas forças. Mas, o fantasma de um suposto rebaixamento é uma faca de dois lados, extremamente afiados.

O que fazer? Fortalecer a ousadia ou privilegiar a cautela? Que persista o equilíbrio! Que os jogadores alviverdes saibam usar a inteligência, com conhecimento de causa, alcançando a sabedoria dos grandes campeões.

Vencedores nascem das dificuldades impostas pelo caminho. Não é à toa que o movimento "Muda Palmeiras" preferiu iniciar um pacto de silêncio, respeitando o momento. A SEP é maior que os homens que pretendem dirigi-la. Eles passam e o clube continua.

O clube continua a contar histórias e a cultivar suas rivalidades. Independente dos gases inalados continua a transformar a lealdade em patamar ideológico.

Pois é, "o expresso das cordilheiras" está chegando e pode alcançar a liderança. Qualidade para isso possui! Até a última molécula de suor.

23/09/2008

"45) HERÓIS QUE DERRAMAM LÁGRIMAS DE SANGUE"


"Herói! Difícil tarefa! ... Pergunte aos quatrocentos jogos do goleiro ..."

"HERÓIS DERRAMAM LÁGRIMAS DE SANGUE"

Os heróis lutam por interesses legais. Com unhas e dentes defendem sua coletividade.

Os heróis foram criados à imagem e semelhança de Deus. Munidos do sentido infinito, não perecem. Fazem parte da linhagem dos "guerreiros imortais".

Os heróis do futebol defendem, marcam e atacam. Observam seus nomes serem cantados pela platéia.

Os heróis, atentos a tudo, percebem suas vidas pessoais e profissionais tornarem-se uma só reta. Expressam alegrias e tristezas intercaladas, derramando lágrimas de sangue quando alcançam o limite do suportável.

Herói! Difícil tarefa! Pergunte a Marcos, Pierre, Alex... Pergunte aos quatrocentos jogos do goleiro; ao cotidiano de adversários e às pelejas pessoais e profissionais a serem travadas pelo volante; ou aos cem gols marcados pelo ataque que é pilotado pela experiência de um feitor.

Heróis! Para nós, nobres cavaleiros alviverdes.

20/09/2008

"44) A DIVINA COMÉDIA ALVIVERDE"


“O homem busca encontrar o justo caminho de seus propósitos, mediante o equilíbrio entre a fé e o raciocínio.”

“... Dante (o homem), Beatriz (a fé) e Virgílio (a racionalidade) inspiram-nos pelo horizonte da conquista, fazendo nossa 'Divina Comédia' encontrar a infinitude.”

"A DIVINA COMÉDIA ALVIVERDE"

Inferno:

Nossos jogadores lutam pela hegemonia palmeirense;

Nossa diretoria técnica confia no projeto;

Atletas recebem propostas para sair;

Luxemburgo é assediado pelo exterior;

O elenco desconcentra-se; perde o foco;

O navio palestrino erra em meio à tempestade;

Alguns personagens procuram chamar à responsabilidade; outros, não conseguem manter uma média satisfatória. Feridos em batalha (Pierre, por exemplo) fazem falta;

A torcida incentiva e pede empenho;

Nefastos fantasmas de um período nebuloso assombram as alamedas de Palestra Itália. Eles conspiram voltar ao poder, mantendo uma "dinastia". Não será uma "tirania?";

A Arena balança e pode desmoronar;

Purgatório:

Ao redor de uma mesa, todos os envolvidos dialogam, visando o fim do martírio;

Arestas começam a ser aparadas;

É preciso investir, contratando corretamente;

Ninguém é maior que o próprio grupo;

A guerra entre os vaidosos não deve existir;

Inexiste o senhor absoluto dos meios e da verdade;

O "Estadual/2008" foi uma singela alternativa e não o fim do caminho. Há muito que construir;

Jogadores devem jogar; técnico deve treinar; diretores devem dirigir. Redundância? Ante de chamar assim, entender como "sincronia de trabalho";

Acima do bem e do mau, todos participam da engrenagem;

Paraíso:

A redescoberta do grupo traz de volta a harmonia, fazendo a confiança aumentar no potencial individual e coletivo. É a volta do "espírito de equipe";

Assim sendo, peças alheias à engrenagem encaixam-se ao sistema de jogo;

A Arena é aprovada e o medo de um retrocesso é frontalmente dissipado;

A torcida participa interativamente; dia a dia; acompanhando e informando – via "Mídia Palestrina";

É fechada a janela de transferências e o planejamento em longo prazo é articulado;

O navio palestrino volta a navegar por mares de tranqüilidade, e o objetivo maior torna-se viável.

***

Enfim, Dante (o homem), Beatriz (a fé) e Virgílio (a racionalidade) inspiram-nos pelos caminhos da conquista, fazendo nossa "Divina Comédia" encontrar a infinitude.

16/09/2008

"43) A ARTE DA GUERRA"


" ... Somos juntos - clube e torcida -, a 'Academia de Palestra Itália', e como tal, imortais."

"A ARTE DA GUERRA"

Tzu (544 A.c – 496 A.c) era um general e estrategista militar da China Imperial.

Conhecido pelo livro que dá título a este texto, o teórico chinês aborda com sabedoria, alguns caminhos que possibilitam atrair para si, a vitória – todos válidos e aplicáveis ao jogo de domingo:

1) Reconhecer a força inimiga:

Sabíamos das dificuldades, por isso nos aplicamos;

2) Apresentar autoridade:

Jamais deixamos de ser a Sociedade Esportiva Palmeiras. Ao final do jogo, o som do silêncio da torcida adversária provou-nos a realidade dos fatos;

3) Adequar-se tática e tecnicamente:

Inteligência profunda no trato com as armas disponíveis;

4) Evitar a vingança injustificável:

A vingança pelo resultado anterior levou o clube de BH a buscar a vitória desprovida de raciocínio; de qualquer jeito; à revelia das forças antagônicas;

5) Disciplinar-se:

Cada um cumpriu sua tarefa, responsavelmente; como verdadeiros profissionais da bola;

6) Capacidade de utilizar-se dos homens certos, para ocasiões oportunas:

Os jogadores evitaram o sucesso individual, buscando o espírito coletivo.

Moral da história:

Estamos vivos! Aliás, nunca perecemos! Somos juntos - clube e torcida - , a "Academia de Palestra Itália", e como tal, imortais.

13/09/2008

"42) MERA COINCIDÊNCIA"


"Assim devemos ser! ... Respeitando o que a História conta sobre nossas façanhas."

"MERA COINCIDÊNCIA?"

Frente ao adversário azul e branco, colocaremos à prova nossas reais chances de conquista.

Forte é o inimigo? Não o necessário para intimidar-nos!

Há palmeirenses que alimentam o receio por nosso destino. Descrédito? É possível! Mas, a memória está aí, pronta para ajudar. Lembrando de 1973, início do quadrangular final do "Campeonato Brasileiro", nós, palestrinos, pudemos constatar que, resistindo às linhas antagônicas e contra atacando com rapidez e versatilidade, foi perfeitamente viável encontrar o sucesso.

Quiçá Lenny possa surpreender, revivendo a imponderabilidade do útil atacante Edu, ao chutar a bola de perna esquerda, permitindo-nos vencer e levar antecipadamente, um terço do troféu de melhor do Brasil.

À época, vencemos por "1 a 0". Era o típico resultado da II Academia – “A partir de um gol arquitetado, buscava-se dominar a bola, para evitar ser atacado”.

Assim devemos ser! Em qualquer gramado! Respeitando o que a História conta sobre nossas façanhas.

Enfim, nada pode ser diferente da "Grande Sociedade Esportiva Palmeiras".

09/09/2008

"41) CONSPIRAR A FAVOR DO IMPREVISÍVEL"


"É hora de consolidarmos a corrente entre clube e torcida. A mesma que deu certo no estadual."

"CONSPIRAR A FAVOR DO IMPREVISÍVEL"

Existem equipes que pressionadas produzem melhor. Outras capitulam à primeira pedra atirada contra si. Esse é o retrato vivo do futebol no país, onde aqueles que apresentam personalidade, não sobrevivem duas temporadas no mesmo clube, partindo para o exterior.

Não vou decretar caça as bruxas. Não pretendo atacar o elenco alviverde... Utilizando-me do papel de pai, prefiro confortá-los e incentivá-los; enquanto a chance persistir, fazer da estrutura de cimento armado, uma arma letal contra o inimigo.

Elogiar o adversário? Nunca! Há diferenças entre nós e os outros? Pequenas! Portanto, lembro aos colegas: "É hora de consolidarmos a corrente entre clube e torcida. A mesma que deu certo no estadual. Aquela que possibilitará, pelo menos, mais um troféu à nossa galeria de conquistas.

Não duvidem, há momentos que o valor de cada um reside na vontade de tornar-se inesquecível, superando a dor contraída pelos insucessos do caminho.

Acredite torcedor! Conspire a favor do imprevisível! Posteriormente, alcançado o objetivo imperativo, tornar-se-á democrático discutir os erros cometidos.

Agora, o que vale é sair vitorioso.

06/09/2008

"40) AQUELES QUE PEDEM POUCO E MUITO OFERECEM"


"Não temos tempo para lágrimas. Perdemos a batalha, não a guerra."

"ÀQUELES QUE PEDEM POUCO E MUITO OFERECEM"

Ao término do jogo, a saída dos jogadores do gramado foi silenciosa. Até o goleiro Marcos, o homenageado da semana, não se permitiu dar entrevistas. Para que falar dos mesmos problemas? Zaga, ausência de Pierre... Não é necessário lembrar!

Entender é complexo! Contudo, se alguém quiser... Nossas fraquezas resolveram manifestar-se ao mesmo tempo, e o remédio não parece surtir efeito instantâneo.

Mas, ao final da catástrofe, brilhou uma luz no final do túnel. Levantando do cimento armado, feito um ser único, pulando e cantando, a torcida clamou ao brio dos atletas alviverdes: "Não temos tempo para lágrimas. Perdemos a batalha, não a guerra".

Pude perceber que ao final do jogo restou a torcida e o incentivo constante de quem pede pouco e muito oferece.

Pois é, essa galera merece mais.

02/09/2008

"39) CAVALO DE TRÓIA"


"Como um corcel alviverde, ele galopava rumo às trincheiras paranaenses."

“CAVALO DE TRÓIA”

Parecia impossível! Vencer dentro e fora das quatro linhas, alimentando o ego da família alviverde, humilhada constantemente por nossos próprios erros, era algo a se destacar.

Pois é! Vencemos as armadilhas propostas pela "justiça dos homens". Era de se esperar dificuldades, tais como liminares e arbitragem insegura – para não dizer caseira. Atropelamos nossos obstáculos, com astúcia e estratégia.

Muito se falou sobre "a conquista das urnas". Portanto, falemos sobre o sucesso alcançado em Curitiba. Afinal, a "Arena Palestra Itália" – ou o nome que lhe outorgarem – nos pertence, desde já.

Com certeza, voltamos a ser SEP. Ressuscitamos aquele espírito competitivo, inerente à história de nossas glórias.

A começar pela "emissora global", ninguém acreditava na possibilidade dos três pontos positivos. A soberba adversária pensava no banquete a ser serviço à sua torcida. Contudo, esqueceu-se de avisar o humilde visitante.

A fome atleticana por uma vitória consumia suas entranhas; fazia com que enxergassem nossa esquadra como um prêmio ganho, mercê de sua vontade. Éramos o verdadeiro "cavalo de Tróia". Porém, a História ensinara: "Presente de grego".

Diego Souza comandava a apoteose esmeraldina. Como um corcel alviverde, ele galopava rumo às trincheiras paranaenses. Dois gols de sua autoria - sendo um deles, mágico - traziam a certeza de novos ventos a soprar a caravela verde e branca.

Mais que jogadores, nossos ídolos personificavam heróis. Provavam que não precisavam da desconfiança dos céticos torcedores. Lembravam que, o caminho do título, eles sabiam muito bem.

Jogando com seriedade, não tenham dúvidas, alcançaremos nosso objetivo. Aliás, que venham os pernambucanos.