31/05/2008

"12) CARPE DIEM"


"Vejam os nobres guerreiros que o tempo imortalizou. Eles colheram seu dia, fazendo dele o fruto da conquista. Não esperaram pelo nascer do sol. Na verdade, souberam, sim, o exato momento de ascender ao lar dos deuses da bola. Agora, não podem sucumbir à política interna de um clube, tomado por homens que preferem ser maiores que a própria entidade."

"CARPE DIEM"

A existência de cada um de nós é pautada na conquista de objetivos, que quando alcançados nos levam ao sucesso, fazendo com que ouçamos o eco da voz vitoriosa. A mesma que incomoda nossas idéias, não permitindo que paremos de buscar.

Esse foi o mote dos heróis de 1942. Bravos homens que lutaram por um ideal. Depois deles, as vitórias passaram a ter um valor ético, superando todos os códigos morais.

Deixamos de ser um clube de colônia e passamos a ser uma moradia de todas as etnias. Cada uma delas, convergindo para algo em comum. Era importante não esquecer da "Sociedade (antes Società)".

Hoje, onde está o princípio que nos torna grandes, incomodando nossos tradicionais adversários? Com certeza está no patrimônio, espelho de nossas mais difíceis batalhas, travadas e vencidas. Está no Palestra Itália, na simpática e acolhedora Academia ... Enfim, está em cada um de nós, torcedores palmeirenses, patrulheiros do cotidiano verde e branco.

Ninguém irá macular nossas lutas, ao longo das décadas, tentando incluir-se como membro superior do "status quo". Os homens notáveis escrevem o livro de suas vidas, através do caráter inerente a si.

Portanto, pensem bem! A política pode ser instrumento do homem; mas, o homem não fará o nosso Palmeiras tornar-se instrumento de uso nas mãos da política.

27/05/2008

"11) RENASCE NA ZAGA, A ESTÁTUA DE MICHELANGELO"


"Zagueiro virtuoso ..."

"RENASCE NA ZAGA, A ESTÁTUA DE MICHELANGELO"

A Renascença italiana, movimento cultural contido entre dois séculos - XV e XVI – trouxe ao colo da humanidade, ninguém menos que Michelangelo Buonarroti (1475-1564) de Caprese.

"Il Divino" como era chamado, Michelangelo ofereceu-nos poesias, pinturas, esculturas e arquiteturas. Ou seja, manifestos confessos de sua genialidade artística.

Entre suas esculturas, uma em especial encantou e encanta a todos: "David (1501-1504)" – rei judeu que lutou contra Golias dos Filisteus. Essa obra, encomendada pela Guilda de Lã de Firenze – determinada classe de indivíduos com interesses comuns – tornou-se um símbolo de liberdade da cidade italiana.

Naturalmente, outros artistas contribuíram da mesma forma, engrandecendo a arte como elo entre as várias frentes da sociedade. Inclusive, alguns utilizaram-se do futebol, para esculpir verdadeiras obras vultuosas. Um deles, Luis Carlos Saroli (Caio), conhecido dos palmeirenses e com o olhar voltado para o futuro, trouxe ao palco palestrino, um jogador de recursos técnicos e em amadurecimento: "David". Transpirávamos o ano da graça de 2007. A estátua de mármore renascia na silhueta de um marcador de área.

Para um homem de zaga, nosso personagem acumula predicados inexistentes na maioria dos zagueiros contemporâneos – arremates a gol, cabeceios certeiros, tempo de bola ... Por três vezes foi às redes - desde sua estréia.

Zagueiro virtuoso, David tem tudo para garantir lugar na história palmeirense, conquistando assim, a exigente torcida verde e branca.

24/05/2008

"10) COM AS MUDANÇAS OPORTUNAS, A PERMANÊNCIA É NECESSÁRIA"


"[Ele] faz a diferença, sim!"

"COM AS MUDANÇAS OPORTUNAS, A PERMANÊNCIA É NECESSÁRIA"

Estamos em plena Idade Contemporânea. O homem - competitivo por natureza - aprende com o esporte, a arte de conquistar.

É verdade! O futebol, por exemplo, de furtivo entretenimento passou a fazer parte do ciclo de mudanças e permanências da sociedade. Treinadores ultrapassaram as barreiras do convencional, através de suas filosofias de trabalho, e puderam encarar a imprensa como verdadeiros mestres da arte de competir.

Cientistas da bola surgiram e fundiram ao esporte nascido na Bretanha, alguns termos vinculados à Matemática, logo chamados de “estrategistas”.

Do sistema “2 - 3 - 5”, utilizado pelo técnico italiano Vittorio Pozzo (1886-1968) - extremamente ofensivo e vencedor das Copas do Mundo de 1934 e 1938 - ao artístico e eficiente Brasil de 1958 e 1962; passando pelo revolucionário sistema de jogo “4 - 2 - 4”, do selecionado Húngaro de 1954; todos nós aplaudimos incessantemente, quando oriundo do noroeste europeu surgiu o moderno carrossel holandês de 1974 e 1978. Seria a chegada do desempenho total de todos, fazendo tudo.

Imagine senhores, qual foi a receptividade, quando 1982 e 1986 nos presentearam com um sistema de jogo igual ao adotado pela Holanda de Jacobus "Rinus" Michels (1928-2005), associado ao talento tropical do brasileiro. Se me permitem, desculpando-me pela heresia: “Deus salve Telê (1931-2006)!

Claro! Chega um momento em que criar parece ser impossível. Tornamo-nos reféns exasperados de cópias e variantes. Assim sendo, bem sucedidos sejam aqueles que partilham do dom de saber jogar dados com a essência absoluta da sensibilidade.

Aí é que o “Estrategista” entra em cena, extraindo de cada atleta de sua equipe, o melhor que há na inteligência emocional, a serviço do futebol.

Luxemburgo faz a diferença, sim!

Ele foi uma mudança oportuna para nós, palmeirenses. Hoje, permanência mais que necessária.

Cabe a todos nós, torcedores imortais, esperar pelo melhor e confiar na “FILOSOFIA DE TRABALHO”. Afinal, ela precisa prevalecer.

20/05/2008

"9) AS CHUTEIRAS, O MALABARISTA E A RIBALTA"


"... nosso herói quixotesco voltou a ser Carlitos ..."

"AS CHUTEIRAS, O MALABARISTA E A RIBALTA"

Sucesso: delírio do homem. Canto de sereia que hipnotiza o artista sonhador. É a morte para a cigarra e a garantia de descanso para a formiga.
A arte, instrumento de corte profundo fez de Denílson, herói quixotesco, um rei dos dribles consecutivos, lançamentos perfeitos e passes milimétricos. Contudo, ele foi abandonado por si mesmo em humilde quarto de beira de estrada. Distante de tudo e de todos.

Seria esse o destino traçado pelos deuses da pelota ao nosso Carlitos da bola? Suas virtude, tais como criatividade, talento e gols encontrariam, enfim, um marcador implacável?

Bem, as coisas mudam! Em algumas oportunidades, o destino violinista concede uma nova dança. Denílson ao melhor estilo da Copa do Mundo de 2002 aceitou o convite e voltou a bailar junto à torcida.

A alegria em certos momentos nos faz chegar às lágrimas. Elas espelham nossa sensibilidade exacerbada. É por isso que podemos afirmar categoricamente que, homens como Denílson podem chorar a felicidade de um retorno ao topo do mundo.

E foi assim que aconteceu. Nosso herói insinuante driblou o marcador, e escolhendo o canto bateu. Gol!

Alma (moradia do atleta) recuperada, Denílson está pronto para escrever uma nova página de sua história.

As luzes voltaram a acender e a platéia voltou a aplaudir. As chuteiras tocaram com suavidade a esfera rolando pelos campos, e nosso herói quixotesco voltou a ser Carlitos; voltou a ser verso e prosa; voltou a ser obra de deleite.

Denílson, artista voltou a ser!

17/05/2008

"8) A LENDÁRIA TORCIDA QUE CANTA E VIBRA"


"Uma torcida (lenda) sempre respeitará o escudo de um clube (mito), porque o mito está contido na lenda, assim como a História está contida no tempo. Um depende do outro e ambos coexistem."

"A LENDÁRIA TORCIDA QUE CANTA E VIBRA"

Todas as dependências do estádio ocupadas. Travestido de verde e branco, o mítico Palestra Itália aguarda o momento de ser único. Releitura de Gaia, a relva simboliza a Terra respirando, e o jardim suspenso autentica ser a moradia dos homens e heróis da bola.

A cada quarto de hora a expectativa aumenta, e o torcedor extremamente passional - como não poderia deixar de ser - começa a interagir, fazendo parte do espetáculo.

Aquele espectador, sentado na estrutura de concreto, é muito mais que o observador das mudanças históricas. Como tal, deve ser respeitado. Articula, incentiva, energiza ... Busca moldar cada atleta à sua imagem e semelhança.

Ao cantar músicas de ordem corrente, baseadas nos mais introspectivos sentimentos, personagens variados encontram-se com seu destino. Alimentados pelos lançamentos, passes e arremates, eles esquecem da dor do cotidiano; do trabalho que perfura as fibras de sua subserviência; do preço do ingresso fazendo-lhes questionar: "Qual é o preço do bem estar?"

Gol! Êxtase dos deuses da bola. Coreografia dos corpos, combinados com bandeiras a tremular. Exemplo da sétima arte. Há quem negue a beleza popular da torcida. Aqueles tolos que generalizam e não enxergam poesia no olhar dos humildes.

E assim vamos escrevendo em prosa e verso. As mais belas imagens detalhadas; construindo nossos memórias para o futuro. Afinal, lembranças como esta sintetizam o valor de uma lenda; de uma história contada pelo povo, parte integrande do cenário dos mitos.

Muito prazer em conhecê-los! Presto-lhes homenagem fraterna. Chamo-lhes de "A LENDÁRIA TORCIDA QUE CANTA E VIBRA" .

13/05/2008

"7) É PRECISO SANGUE NOS OLHOS"


"o melhor atleta em campo ..."

"É PRECISO SANGUE NOS OLHOS"

Independentemente do outono com cara de inverno, a cidade de Curitiba assistiu o início de campanha da SEP rumo ao título brasileiro de 2008. No estádio, o número de torcedores palmeirenses foi notável, o que só autentica a nova era pela qual atravessa a imagem do clube de Palestra Itália, crescendo representativamente o número de divisas mercadológicas. Manter a equipe forte e competitiva é mais do que uma necessidade.

Nossa equipe não foi a mesma das finais do campeonato estadual. Parecia que os jogadores sentiam os efeitos do vinho sorvido na festa da conquista, frente a Ponte Preta de Campinas. Portanto, não extraiu suspiros dos aficionados esmeraldinos. Econômica no plano técnico e tático, deixou para a próxima semana um jogo mais atraente.

Pode parecer falta de esportividade mas, comentar uma derrota, para nós, é algo insuportável. Geralmente buscam-se bodes expiatórios – o que consideramos um erro crasso. Mesmo porque, vencem todos e perdem todos.

Normalmente, os motivos das derrotas resumem-se sempre aos mesmos fatores. Vários deles foram observados em Curitiba.

Nossos zagueiros (Gustavo e Henrique) eram driblados com facilidade e os laterais (Élder e Leandro) apoiavam de forma metódica, marcando no estilo "perde e ganha". Entre os zagueiros e os laterais apareciam lacunas, onde os atacantes adversários infiltravam-se (vide os dois gols).

Pierre, nosso stopper, não encontrava o tempo de bola adequado, comprometendo as coberturas. Martinez, embora não errasse passes, fazia a passagem de bola, da linha de defesa ao campo de ataque, desprovida de velocidade. Valdívia e Diego, pouco inspirados, aceitavam o combate de seus marcadores, enervando-se com a constância de faltas submetidas a si.

No ataque verde e branco, Kléber caia pelos lados do campo, procurando brechas para arremate. Porém, o trabalho executado pelo pivô Alex, não era eficaz.

Luxemburgo tentou mudar o destino do jogo, com algumas permutas estratégicas ( 4 - 4 - 2 para 4 - 3 - 3) . Arriscar, sempre foi uma característica desse técnico vitorioso. Homem perspicaz e atento a sua voz interior, não pestanejaria para romper com a mesmice de um jogo desfavorável.

Pierre - pendurado pela advertência recebida, comprometendo duas de suas maiores virtudes, combater e desarmar; Martinez - com o intuito de melhorar a saída de bola da defesa ao ataque; e Alex - inoperante no miolo da defesa contrária - foram os escolhidos para serem substituídos pelo estreante Sandro - fazendo o trabalho de volante solitário, à frente da zaga - Lenny e Denílson - abertos pelas extremas.

Infelizmente, a saída de Diego - expulso (para nós, injustamente) - comprometeu a mudança tática - a chegada dos meias seria imperativa (eles alimentariam Kléber, não deixando-lhe isolado).

Em nosso entendimento, o melhor atleta em campo foi Marcos (cinco defesas, duas difíceis), por parte da SEP.

Na estréia, sentimos a ausência de uma das maiores armas encontradas nas equipes vencedoras, incluindo o elenco palestrino: "Sangue nos olhos". É o que diferencia o joio do trigo. Alimentar essa metáfora constrói um clima intenso, sincronizado e produtivo, onde o torcedor acredita na possibilidade do sucesso a ser alcançado e o elenco entende que pode ir longe.

Léo Lima fez falta e o seu retorno trará uma nova perspectiva à equipe. Uma trinca de volantes (Pierre - Léo Lima - Martinez) para o próximo embate, pode ser uma alternativa interessante.

Não desanimem torcedores! Esse elenco tem crédito.

10/05/2008

"6) NA PAREDE DA MEMÓRIA"


"Ao observarmos as imagens dos atletas uniformizados nas cores verde e branca, enxergamos a imortalidade no objetivo de cada um deles."

"NA PAREDE DA MEMÓRIA"

"Na parede da memória, conquistas e vitórias protegidas por molduras, guardam para a posteridade, momentos marcantes de delírio. É notório, cada um deles ilustra um átimo de nosso sentimento exacerbado".

Inesquecíveis! Anos cobertos de glória! Títulos e troféus de uma beleza ímpar! Assisti todos, com orgulho estampado nos olhos marejados! Quantas foram as alegrias! Quantos gols assemelharam-se ao impacto produzido pelo choque de meteoros!

Ao observarmos as imagens dos atletas uniformizados nas cores verde e branca, enxergamos a imortalidade no objetivo de cada um deles. Falamos de objetivos imortais alcançados por criaturas mortais - passíveis de erros, por isso admiráveis.

Admirar também é aprender! E vislumbrar as campanhas, acertos e erros nos fazem oportunizar entendimentos melhores acabados sobre o que é viver em meio à sociedade. A competitividade explica.

Inspirqados pela conquista anterior, esperamos com fé, um belo desempenho de nossa equipe. Insuflados pelo delírio latino que permeia nosso institnto, aguardamos ao final da temporada, comemorarmos estusiasticamente, mais uma vez. O momento psicológico favorece.

Aliás, um beijo a todas as mães (à senhora, mamãe, em particular).

06/05/2008

"5) ETERNIDADE, DUAS MUSAS E UM TÍTULO"


"Todos cantam e dançam!"

"ETERNIDADE, DUAS MUSAS E UM TÍTULO"

Alegria! Todos cantam e dançam! Poesia exacerbada! Páginas que compõem imagens seqüenciais de profundo lirismo. Belas mulheres perfumadas por essências deslumbrantes, aliadas a conquistas travestidas de coragem e audácia.

Esse dualismo nos inebria. O que é um homem desprovido da mulher de seus sonhos e das conquistas do cotidiano? Ele será capaz de subsistir à inexistência dos poemas construídos para sua dama e para expor suas proezas? Meditar é preciso.

Leonardo da Vinci (1452-1519) pintou a imagem de uma mulher, na perspectiva discreta, misteriosa e subjetiva ... introspectiva até! Como devemos chamá-la? Madonna? Donna? Monna? ... Chame como quiser! Ela é a forma do movimento entendido por um mestre, independente dela ter contraído matrimônio com Francesco Del Giocondo, membro da alta sociedade de Firenze. Afinal, criá-la através de técnicas hermeticamente próprias e pessoais, tornaram-na uma expressiva conquista da humanidade, cunhada na sensibilidade.

Aliás, sensibilidade é algo inerente aos arrebatadores. Aqueles que possuem o sangue ardendo e borbulhando nos olhos. Sinal dos predestinados, que por justiça chamamos de heróis. Intrépidos redentores de nossos pecados de homens devotos ao espírito lascivo do paganismo, demarcado nas trincheiras esportivas de jogos dominicais do Stadium Palestra Itália.

A cada gol, a ordem natural do Universo torna-se aos meus olhos mais consistente. Felicidade é algo fácil de entender quando se sorri. A liberdade parece encontrar seu estado perene.

Agradeço aos nobres gladiadores pelo suor derramado, justificando a vontade extrema de serem membros de nossa pujante história.

Assim sendo, se a eternidade contém a infinitude – moradia dos imortais – voltamos ao princípio; voltamos a Leonardo e ao colo das musas, que sempre sabem absorver dos homens o que eles podem oferecer de melhor.

Em especial, uma musa em especial merece todo o meu apreço e fidelidade. Ela não pertence a algum acervo de grande ateliê ou é obra de famoso mestre. Claro, antes mesmo, Deus lhe patenteou.

Respeitosamente, presto homenagens a essa mulher, companheira dos meus últimos vinte e dois anos. Aquela que lê constantemente meus pensamentos, entendendo o sentido da alegria e da tristeza como momentos únicos de minha alma.

A você Lag, digo sempre e mais uma vez: "Amar-te é real! Feliz aniversário!




03/05/2008

"4) SOB A BANDEIRA DE GARIBALDI"


"... herói de dois mundos ..."

"SOB A BANDEIRA DE GARIBALDI"

Com a licença de todos nós torcedores imortais e inspirados no ideal de Giuseppe Garibaldi (1807-1882), líder revolucionário italiano e combatente voraz da tirania, pedimos entusiasticamente aos jogadores da Sociedade Esportiva Palmeiras:

Lutem como nobres guerreiros! Para que seja revivido o princípio inviolável da conquista. Afinal, ela é via - tal a Appia Antica romana - que faz parte de nossos cânticos e História. Se não for através das chuteiras audaciosas dos condottieri da bola, como deter o adversário franco atirador, no objetivo único de vencer?

Lutem como nobres guerreiros! O incansável povo esmeraldino clama pelo retorno de certos atributos, tais como competitividade e respeito. Acreditem no apoio irrestrito da massa, arrebatando as arquibancadas e arredores de nosso lendário "Coliseum".

Lutem como nobres guerreiros! Reservem um lugar no epicentro de nossas memórias como verdadeiros heróis. Garibaldi, através de suas cruzadas cunhou o título de "herói de dois mundos" - Europa e América do Sul . Nós, ao contrário, pedimos que vocês sejam, apenas, heróis de nossa estonteante alegria, banhada no vinho comemorativo dos torcedores apaixonados. Só assim a sublime arte de resgatar valores, artefato dos imaculados, voltará a ser usada pelos humildes e nunca mais humilhados.

Em nome da ética que pautou a filosofia de trabalho desse formidável elenco de carreira promissora, e acima de todos os códigos morais, deixo aqui nas palavras de Garibaldi minha mensagem final, após vinte e duas batalhas, aguardando a última contenda: "A sorte que hoje nos traiu, sorrirá para nós amanhã [domingo!] . Aqueles que quiserem continuar a guerra contra o estrangeiro, venham comigo ..." .