
"... nosso operário fabril da bola ..."
"IDEOLOGIAS, PIERRE, SACCO E VANZETTI"
Nas indústrias norte e sul-americanas (séculos XIX e XX), com a chegada dos trabalhadores assalariados - principalmente imigrantes (entre eles, os italianos) - institucionalizou-se um novo conceito de sociedade econômica. Entre empregadores e empregados nasceu a reciprocidade de direitos e deveres - na maioria das vezes, injusta por natureza. A injustiça levou o operário fabril a engajar-se em movimentos solidários, sindicatos e doutrinas filosóficas. Representantes da classe trabalhadora sentiram a necessidade imperativa de trazer a luz do conhecimento a seus pares. Em contra partida, tornaram-se empecilho aos interesses da minoria.
Por exemplo, a anarquia viabilizou um novo "modus operandi" para a sociedade trabalhadora das fábricas. Ela suprimia a figura do Estado como elemento normatizador e governante.
Por exemplo, a anarquia viabilizou um novo "modus operandi" para a sociedade trabalhadora das fábricas. Ela suprimia a figura do Estado como elemento normatizador e governante.
Tudo aconteceu , dizem os estudiosos do caso, por que Sacco e Vanzetti eram anarquistas, estrangeiros - pior, italianos! - e operários. A sociedade industrial mal deixara a manufatura caseira e já apresentava traços reacionários. Medo da perda do poder ou medo de dividir o poder com quem lhe parecia inferior?
Seus marcos, o século XX deixou. Viabilizou o nascimento do século XXI, e com eles empregadores e empregados desenvolveram-se frente a valores éticos e puderam otimizar seus relacionamentos. Restaram sequelas, mas, a esperança nos permitiu sonhar com dias melhores.
Assim sendo, e guardadas as devidas ressalvas, não podemos concordar com pré-julgamentos em quaisquer instâncias. Culpar antecipadamente A, B ou C é, no mínimo incompatível com a verdade. Não podemos acreditar em novos "Saccos e Vanzettis" sendo levados ao cadafalso, por pseudo atentados a "gás pimenta", quiçá genérico.
É necessário guardar a figura dos nobres e valorosos operários de outra forma. Artisticamente falando , com a bola nos pés. E aí temos um homem acima de qualquer suspeita: Pierre, da Sociedade Esportiva Palmeiras. Autêntico representante da melhor linhagem dos batedores de meia cancha. Caçador implacável dos adversários, a lealdade diferencia sua forma de atuar.
Pierre, nosso operário fabril da bola dignifica a História de todos os operários que, assim com Sacco e Vanzetti, quiseram manter seus direitos a mercê de seu cotidiano. Vale lembrar Sacco, ao falar com Dante, seu amado filho: "lembre-se sempre dos dias de alegria e não use tudo apenas para você, desça um degrau e ajude sempre ..." Pierre desde que chegou ao clube, não tem feito outra coisa.
+GOMES+E+VERDI,+NA+PONTE+SOBRE+%C3%81GUAS+CLARAS.jpg)

.jpg)