03/07/2009

"126) CAMINHO DE VOLTA"


" ... a única de interesse geral é nossa volta às origens conquistadoras."

“CAMINHO DE VOLTA"

Ele nunca pensou ser um presidente. Ao contrário, sempre lidou com a liderança de forma desinteressada. Afinal, primeiramente estava o nome da “Sociedade”, fator que somente o berço de nascença pode explicar.

Por intermédio de um consenso germinado entre as múltiplas camadas de bem da “Società”, ele assumiu a responsabilidade de um poder venenoso, que seduz até o homem menos comprometido com a luxúria e a vaidade. Porém, textos concisos da “Carta Capital” testemunharam a seu favor. Não fossem as palavras eternizadas pelo “periódico”, o olhar do ser descrito já seria o suficiente.

Desde que o “Muda Palmeiras” tornou-se um sonho visionário, decantado por ilustres palmeirenses, seu nome fazia parte do baralho sobre a mesa. Difícil seria acreditar que o “artífice da economia” fosse sujeitar-se a administrar os mistérios contidos na “caixa de Pandora”. Contudo, a vida nos prega peças.

Começou a modernizar o “Império Romano do Jardim Suspenso”, igual ao menino torcedor que ganha seu primeiro manto sagrado. A esperança fazia correr lágrimas de seu rosto - foi assim no gol de Cleiton (25), em Santiago, ou nas defesas miraculosas de Marcos (35), na cidade de Recife, “Ilha de Lost”.

Mas os erros fazem parte - também - do acervo dos grandes pensadores desse negócio que chamamos futebol. Como tal, ele não fugiu à regra. Pecou pelo excesso. Não se omitiu. Aceitou algumas idéias, negociando outras, entre elas o continuísmo nefasto do “falso profeta esportivo”, interessado em semi-aposentadoria.


Belluzzo nasceu palmeirense e está presidente. Sentiu o quanto é solitária a envergadura de seu posto, mas não sucumbiu. Atingiu apenas o primeiro quarto de seu caminho e está longe de voltar. Aliás, quando pensamos na volta, a única de interesse geral é nossa volta às origens conquistadoras.

29/06/2009

"125) A ARTE DE COMANDAR"


"Afinal, ser palmeirense é uma consequência."

“A ARTE DE COMANDAR"

Falar o necessário, evitando acender a fogueira dos conspiradores.

Ouvir seus pares, não se isolando como “senhor da verdade”.

Respirar a história da Società Palestra Itália nas suas mais profundas entranhas.

Vasculhar e reaproveitar o elenco, oportunizando chance aos esquecidos, não se esquecendo de ser favorável a reforços, respeitando nossos limites orçamentários. Porém, incentivando a busca de recursos, com criatividade e mentalidade progressiva.

Enfim ser, antes de mais nada, profissional. Afinal, ser palmeirense é uma conseqüência.

26/06/2009

"124) PROCURA-SE POR UM ÍDOLO"


" ... procura-se por um ídolo que, com a licença de todos, possa nos fazer felizes."

“PROCURA-SE POR UM ÍDOLO"

Procura-se por um ídolo constante e emocionante, que leve a torcida ao delírio e faça-nos retornar no próximo jogo.

Procura-se por um ídolo! E não precisa ser específico! Basta incorporar a força emanada por cada indivíduo da estrutura de cimento armado.

Procura-se por um ídolo identificado com a humildade contida nos sonhos de quem paga o ingresso.

Procura-se por um ídolo arrojado, que saiba sair do gol e crescer à frente dos atacantes; que defenda pênaltis e suba à área adversária, quando o desespero é o exemplo da fronteira final.

Procura-se por um ídolo implacável, que arrepie pela coragem; que se machuque, sufoque a dor e volte persistente; que como última tarefa a cumprir evite o gol eminente.

Procura-se por um ídolo rápido e preciso, que possa dar ritmo ao meio de campo verde e branco; que lance, passe e seja assistente; que surpreenda a meta inimiga com chutes à longa distância.

Procura-se por um ídolo notável, que saiba dominar a bola e driblar seus marcadores; que não tema o “zagueiro limitado e assassino”; que tenha cravado no peito o instinto animal e predador, capaz de levá-lo ao “gol de placa”, independente do campo de batalha.

Procura-se por um ídolo oportunista, que saiba a arte de fazer gols de cabeça, pé direito e pé esquerdo ... de penalidade máxima; que a juventude seja uma arma ao seu favor, possibilitando-lhe aprender com os obstáculos.

Enfim, procura-se por um ídolo que, com a licença de todos, possa nos fazer felizes.

Aliás, eles já não existem?

22/06/2009

"123) LÁZARO"


" ... a bola procura o jogador ['marcado'] - pela torcida e pelo destino - ..."

“LÁZARO"

Seria um personagem das histórias bíblicas?

Seria a morte perdendo espaço para a vida?

Seria desafiar a resistência do competidor entre a derrota - fracasso - e a vitória - sucesso -?

Seria a diferença entre perder e marcar um gol?

Seria a busca incessante pela estabilidade de nossas linhas?

Seria dizer que o imponderável caleja a juventude de nossa equipe?

Seria interpretar o gol de Obina (25) como a persistência dos que não se acham vencidos, acreditando até o final da jogada?

Seria assistir ao bombardeio da meta adversária, percebendo que a bola procura o jogador "marcado" - pela torcida e pelo destino - ?

Na verdade, Lázaro representa a conquista de um valor essencial para o nosso equilíbrio entre os melhores - hoje, 4.º lugar no G4 -: “RESPEITO!”.

Vamos nos surpreender com esse elenco. Por que sintetizam o que há de melhor no futebol brasileiro? Não! Porque nossos jogadores se sentem como animais feridos, na procura de cura. E ela está próxima.

19/06/2009

"122) HOJE, DOIS DIAS DEPOIS ..."


" ... Desejo por sinal que você seja triste, não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra, que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano ... Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore ..." (Victor Marie Hugo)

“HOJE, DOIS DIAS DEPOIS ...”

... poderia vazar os olhos do homem com minha ira, mas o instinto percebido é passageiro, próprio dos amores de cunho passional.

Prefiro estar ao lado de toda a coletividade alviverde e lembrá-la da grandeza de nosso estandarte.

Enxergo a imaturidade e o limite de nossas forças como circunstanciais e pertencentes ao esboço dos verdadeiros campeões.

Entendo o erro como um caminho mutável, em busca do acerto e da harmonia.

Não sou insensível aos nossos problemas. Vivo cada um deles pelas linhas que me permitem escrever.

Intercaladas por mudanças e permanências, aprendi a cultivar seqüências de trabalho.

Escolhi as passagens ininterruptas e gradativas aos processos revolucionários, não deixando de ser ativista confesso.

Passei a ser um sóbrio e ético negociador, onde o meio termo é equilíbrio entre os extremos.

Sendo assim, sou a favor dos ingressos a preços populares e acomodações decentes para nossos torcedor.

Sou a favor de equipes competitivas que sejam marcadas por técnica, disciplina e profissionalismo, bem como identificadas com nossas cores e história, personificando a competência do trabalho iniciado por uma “diretoria” atuante.

Sou a favor de nosso “presidente” Belluzzo, mas como um meio, não como um fim.

Sou a favor, sim, da bandeira esmeraldina - mais importante que os homens. Afinal, quando pudermos deixar de lado a vaidade, a “sociedade” respirará ares de constantes conquistas e a ocasionalidade fará parte do passado.

15/06/2009

"121) PÉROLAS AOS PORCOS? SIM!"


" ... o menino prodígio ..."

“PÉROLAS AOS PORCOS? SIM!”

Ao contrário do ditado popular e por merecimento.

A bola é alçada à área - mais uma vez ele, Cleiton (25). Aquele que marca - Marcos Skavinski (33) - resolve atacar e cabeceia. Fulminantemente, ele encobre o goleiro adversário. É gol! Há quem duvide. Holografia? A arbitragem confirma. A superioridade técnica vence.

A ordem natural volta a reinar no caos do Universo.

Reforçando a tese, nada é definitivo. Willians (21) verticaliza o passe. A defesa corta (?) A bola encontra ele, o menino prodígio - K9 (21). O voleio de quem sabe o que faz.

A esperança volta a se manifestar.

Lançamento perfeito. Nosso lateral - Wendel (27) - o elemento surpresa. A assistência simples e objetiva. Simples e objetivo é o arremate. Ele - K9 - volta aos braços da torcida.

Será este o destino traçado pelos deuses? Aguardo confiante.

Montevidéu nos espera!
The truth is out there.

12/06/2009

"120) PASSAGEM PELO VALE DO TEMPO "


" ... aquilo que é passado interfere no presente e influencia no futuro."

“PASSAGEM PELO VALE DO TEMPO”

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, ele é capaz de se tornar admirado ou admirador; herói ou desafeto; coadjuvado ou coadjuvante.

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, aquilo que é passado interfere no presente e influencia no futuro.

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, o respeito é coisa que se propaga.

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, Evair eternizou-se há dezesseis anos atrás (clique aqui) . Porém, ele sempre foi unanimidade?

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, K9 (21) começou na velocidade da luz e agora vive problemas crônicos de motor de arranque. Por isso deve ser marcado pelo julgamento dos precipitados?

No espaço cedido ao homem por parte do tempo, nosso “preparador técnico” sempre será lembrado pelos momentos de pura magia - e assim deve ser! - oferecidos a uma exigente coletividade. É verdade que o instante presente não é sombra de sua verdade. Contudo, ele merece ser crucificado?

Penso que o céu e o inferno alternam-se em nosso cotidiano. Hoje, aquele que chamamos “o imaculado”, dependendo das circunstâncias, também poderá macular as expectativas da torcida. Portanto, extremo critério na hora de criticar ou exercer o direito de ... cornetar.

Penso que cobrar é confiar que o homem a ser cobrado responderá positivamente. Não sendo assim, tudo deixa de ter sentido.

08/06/2009

"119) PELAS MÃOS DO HOMEM E PELOS PÉS DE DEUS"


" ... mais uma lembrança para que o processo canônico ... seja encaminhado à Igreja."


" ... em alguns episódios o homem não basta e a Providência intercede. "


" ... vitórias como esta encerram em si um motivo."

“PELAS MÃOS DO HOMEM E PELOS PÉS DE DEUS”

Pelas mãos do homem - e graças a elas -, a cidadela alviverde não foi derrotada. Mesmo assim, quando as mãos foram ineficazes, os olhos espalmaram a escanteio.

Magia? Bruxaria? Na verdade, mais uma lembrança para que o processo canônico de Marcos (35) seja encaminhado à Igreja. Sendo assim, voto por canonizá-lo! Já! Imediatamente!

Porém, em alguns episódios o homem não basta e a Providência intercede. Por intermédio dos pés mediúnicos de Cleiton (25), dois momentos isolados levaram dois mortais - Ortigoza (21) e Maurício (23) – à plenitude.

Procurar entender não é fácil. Mas, vitórias como esta encerram em si um motivo. Deixando a hipocrisia de lado, aprender com a vitória é muito melhor.

05/06/2009

"118) PROMETEU"


" ... pois é fadado ao homem pagar suas dividas nesta vida, moeda por moeda."

"PROMETEU"

Prometeu é um dos deuses da mitologia. Zeus - o maior de todos eles - incumbira-lhe de trazer à realidade o reino animal, condicionando dividi-lo em seres racionais e seres irracionais.

Vaidoso pelo poder e atributos conferidos, ao final da tarefa, Prometeu não reparou que os seres trazidos à vida eram comuns; nada os distinguia. Era preciso fazer algo.

Prometeu, utilizando-se da destreza que lhe era peculiar e aproveitando-se do descuido entre os responsáveis, furtou o “fogo dos deuses”, artefato que traria a harmonia desejada ao seu trabalho. Doravante, o homem seria o intervalo entre “os moradores do Olimpo” e os animais.

Zeus, ao tomar conhecimento do episódio, destacou Hefesto para puni-lo. Prometeu seria acorrentado ao cume do Monte Cáucaso e sempre ao nascer de um novo dia visitado por uma águia que dilaceraria seu peito, alimentando-se de seu fígado. Ao entardecer, a chaga estaria fechada aguardando ser repetido o dito cerimonial no próximo alvorecer.

Nosso Prometeu - vaidoso por natureza e feito o original - está com seus dias contados, acorrentado aos sonhos e princípios de uma coletividade, pois é fadado ao homem pagar suas dividas nesta vida, moeda por moeda.

Portanto, se a fuga é o traje dos covardes, lute! Prove que ainda existe sangue nas veias e respeito por quem paga seu salário. A alegria de muitos depende - também - de sua competência e estratégia.

Sim, você pode!

01/06/2009

"117) HABEMUS OBINA"


" ... em busca de um lugar ao sol."

"HABEMUS OBINA"

A trajetória da bola é alterada por Mozart (29). Ela chega a Diego (23) que lança no costado do marcador. Blindado a tudo e a todos, um certo atacante arremata; entre a trave e o goleiro. É gol de Obina (25)!

A torcida grita: "Eto’o! Eto’o!, Eto’o!" Eto’o? Seria o desejo de que as coisas voltassem ao normal? Desculpem este humilde e visionário palmeirense. É recente a lembrança de uma tal "linha atacante de raça" atemorizando beques impotentes.

Acalme-se torcedor! "A teoria da relatividade" joga a nosso favor!

Sim, o final do martírio está próximo!

Quanto àqueles que cantam no vestiário de Palestra Itália, eu aviso: "Subestimar o manto sagrado é um erro – alguém se lembra da COPA DOS CAMPEÕES - 2000?". (Clique aqui)

Por enquanto ficamos com a homenagem ao humilde baiano, em busca de um lugar ao sol.

As páginas de nossa história espelham sua riqueza. Ela é maior que qualquer desprezo ou demagogia. A marca Palmeiras é forte e mais uma vez vingará.

Sim, nós podemos!

29/05/2009

"116) AINDA RESTA A MÍSTICA DA CAMISA"


"... a última frase ainda não foi escrita ..."

“ AINDA RESTA A MÍSTICA DA CAMISA”

A juventude sentiu a inexperiência; a responsabilidade de levar a equipe ao título. Ano dos mais importantes, preferimos renovar o elenco constituído, escolhendo “peças não viciadas”.

A base deixada - Marcos (35), Pierre (27) e Diego (23) - seria suficiente para equilibrar o navio alviverde, rumo à “terra prometida”?

Edmilson (33) veio somar à experiência necessária. Armero (23), Cleiton (25) e K9 (21) foram bons reforços. Mas, uma campanha é percorrida por muitos pés, não por onze pares de chuteiras isoladas - ou menos. Superestimou-se as forças? Acreditou-se nos sinais apresentados pelo destino? Valores promissores, tais como Willians (21) e Marquinhos (19), foram promovidos a mártires?

Não será nada fácil encontrar estabilidade e navegar por águas tranqüilas. Insisto, escolhemos o caminho com maior índice de obstáculos. Porém, se a identidade perdida conspira contra nossa proposta de trabalho resta ainda a mística da camisa, peça que tantas vezes deixou de perguntar quem lhe vestia e jogou como nunca.

Fosse outro adversário - Manchester! Barcelona!!! ...-, eu diria - mesmo contrariando a passionalidade palmeirense que nos é peculiar: - “É o fim!” Entretanto, a última frase ainda não foi escrita e ninguém morreu prematuramente. Portanto ...

25/05/2009

"115) A JUSTIÇA É CEGA?"


"Eu prefiro interpretá-la como ['um véiculo sério e verdadeiro'].


"A verdade não se impacienta, porque é eterna". (Goethe)


"Prefiro orgulhar-me de Marcos (35) - ['A Lenda'] - ..."

“A JUSTIÇA É CEGA?”

A justiça é cega? Eu prefiro interpretá-la como “reta”. Contudo, domingo, ela foi “omissa”. Eurípedes (485 a.C – 406 a.C) - poeta grego - diria sobre ela: “Todo aquele que encobre a própria injustiça debaixo do manto lustroso da eloqüência merece um grande castigo”.

A justiça é cega? Eu prefiro interpretá-la como “ativista”. Contudo, domingo, ela foi “inerte”. Goethe (1749-1832) - cientista, escritor e pensador germânico - diria: “Faz o que for justo. O resto virá por si só”.

A justiça é cega? Eu prefiro interpretá-la como “um veículo sério e verdadeiro”. Contudo, domingo, ela foi “satírica e mentirosa”. Rui Barbosa (1849-1923) - escritor, jurista e orador brasileiro - diria taxativamente: “A verdade não se impacienta, porque é eterna”.

Assim sendo, se a justiça busca a verdade e é eterna, ela está gravada em nossa existência. Contudo, “forças ocultas” existem e procuram manipulá-la; transformá-la na propriedade de consumo da aristocracia reinante em algumas fatias da sociedade.

Hoje, não vou falar sobre futebol - quiçá feito de detalhes, um deles, domingo, fundamental. Prefiro orgulhar-me de Marcos (35) - “A Lenda” - Seria redundância?

Da mesma forma, seria apropriado ao adversário orgulhar-se de seu maior destaque? Suas mãos não nos possibilitaram a chance dos três pontos. Mais uma vez foram o destino e a justiça. Mais uma vez pertenceram à “Vossa Excelência”, o juiz.

22/05/2009

"114) CHEFE CAVALO LOUCO VERSUS GENERAL CUSTER"


"De um lado, guerreiros alviverdes ... Do outro, oportunistas ... Tal e qual a inesquecível ['primavera de 1942']."

“CHEFE CAVALO LOUCO VERSUS GENERAL CUSTER”

Junho de 1876. Margens do rio “Pequeno Grande Chifre” - Montana, Estados Unidos da América. Depois de insistentes atrocidades cometidas por intermédio de seus soldados, o homem branco toma conhecimento da “ira indígena”, moradora das grandes planícies.

Os nativos sempre souberam lidar com a natureza e suas leis, usufruindo dela o essencial à sobrevivência. Entretanto o homem branco não mediu esforços para aproveitar-se do que de melhor pudesse encontrar em terras alheias.

Chefe Cavalo Louco (1840-1877) - um dos líderes das tribos Cheyenne e Sioux - comandou cerca de dois mil guerreiros contra a 7.ª Cavalaria - liderada pelo General George Armstrong Custer (1839-1876) -, vencendo e levando-lhes ao extermínio, impiedosamente.

Domingo, Cavalo Louco e Custer devem trazer à luz da História, mais uma vez, o episódio do rio “Pequeno Grande Chifre”.

De um lado, guerreiros alviverdes defendendo sua “terra venerável”; “o jardim suspenso” de tantas alegrias. Do outro, oportunistas que o tempo implacável - um dia, mais cedo ou mais tarde – levará ao ostracismo. Tal e qual a inesquecível “primavera de 1942”.

Deixar de lembrar 1942 é faltar com o devido respeito aos homens que, com a mesma coragem de Cheyennes e Sioux, defenderam nosso patrimônio, enterrando seus corações apaixonados nas lendárias alamedas e bosques do “Parque”, na primeira metade do século XX.

Portanto, não exigimos vitória - ela é uma conseqüência da boa luta. Exigimos de nossos jogadores - SEMPRE! - respeito pelas cores de nosso estandarte, pelo escudo bordado em nosso manto sagrado e pela história deixada em cada metro quadrado de nosso gramado.

Não há porque temer a guerra, se a certeza da morte é uma constante em nossas vidas. Porém, não podemos antecipá-la. Há muito pelo que lutar e conquistar.

18/05/2009

"113) MONTECCHIOS E CAPULETOS"


"Detalhes que mudam histórias."

“MONTECCHIOS E CAPULETOS”

Dias depois da “BATALHA DE RECIFE”, e ainda sentindo os efeitos das léguas tiranas percorridas, fomos ter com os colorados gaúchos. Mesmo assim, arriscamos a sorte.

Capixaba (25) apanhou a bola pela lateral direita e centrou no primeiro pau, mais pela meia. Antecipando-se ao seu marcador, Ortigoza (21) espanou de cabeça. Entre dois zagueiros e a saída suicida do goleiro, Diego (23) e a mudança do destino se apresentaram. Caprichosamente a moldura foi chancelada. Detalhes que mudam histórias.

Agora é hora de voltarmos nossas atenções ao passado. Esperarmos pelo próximo encontro, que nos fala sobre a diferença entre um adversário e um inimigo; entre aqueles que procuraram escrever sua história, à base de trabalho, tijolo a tijolo, enquanto outros especularam de forma oportunista.

Ira? Não! Apenas lembranças que remontam a Montecchios e Capuletos.

Perdoem-me pelas palavras escritas com sangue italo-brasileiro. Elas espelham o inconformismo com os fatos esquecidos e com a falta de memória de uma sociedade alienada. A mesma que aplaude aqueles que nada fizeram pelo crescimento do Estado, a não ser sorver o leite dos seios da classe trabalhadora.

Neste final de semana receberemos a visita deste convidado indesejável.

15/05/2009

"112) A LENDA"


" ... desaparecerá o homem e surgirá ['A LENDA']."


" ... nada poderá macular sua imagem."


" ... testemunhas das proezas do ['grande goleiro'] ..."

"A LENDA"

Permitam-me tecer comentários sobre a figura ao centro da moldura. Para quem enfrentou e calou torcidas mais numerosas, “a Ilha” é apenas mais uma a reconhecer sua indiscutível competência.

Ele é “a tese” do momento. “Nosso porto seguro” desprovido de maiores justificativas. “A síntese”.

O que falar do homem das defesas miraculosas? O que falar do único ser capaz de rejeitar uma proposta para jogar no exterior, por se achar comprometido moralmente com toda uma coletividade? O que falar de Marcos (35), o número doze dos trabalhos hercúleos e das tarefas impossíveis?

Quando o futebol deixar de oferecer craques com amor à camisa, acredite: “Marcos será lembrado”.

Homens como “o goleiro que ninguém passa” nos permitem sonhar acordados. O som do silêncio de uma “ilha incrédula”, tomada por nativos abismados, ainda ecoa pelos quatro cantos. A cada lance revivido, a certeza: “A eternidade, moradia dos deuses, está próxima de Marcos”.

Graças aos cronistas espalhados pela mídia - testemunhas das proezas do “grande goleiro” -, Marcos poderá ser reconhecido pela posteridade; pelos filhos de nossos filhos. E mesmo que as palavras legadas ao futuro sejam regadas à base de hipérboles, nada poderá macular sua imagem. Assim sendo, desaparecerá o homem e surgirá “A LENDA”.

11/05/2009

"111) SINCRONICIDADE JUNGUIANA"


" ... ele é desafiado a superar a resistência de forças opostas ..."

“SINCRONICIDADE JUNGUIANA”

Carl Gustav Jung (1875-1961), na possibilidade de ser cronista esportivo - uma licença poética concedida aos homens que procuram escrever algo a alguém - diria sobre a escalada alviverde: “SINCRONICIDADE”!

A equipe cresceu e produziu porque os jogadores foram além da causa e efeito. Eles interpretaram adequadamente como deveriam vencer. Não foi fruto de um bando inconseqüente, alçando bolas à área e esperando a misericórdia divina.

Quando o lateral - Jefferson (21) – procurou a linha de fundo e efetuou o cruzamento, a bola não foi encontrar o atacante - Willians (21) - aleatoriamente.

Quando o zagueiro - Marcos (33) - permitiu-se subir à área inimiga e realizar a assistência ao artilheiro - K9 (21) -, não foi sorte, pura e simplesmente.

Na verdade, o nome correto é trabalho coletivo - em grupo. É o fator que diferencia coadjuvantes de personagens principais.

O jogador faz o gol porque é uma conseqüência do assédio feito às linhas inimigas. Mais do que um ato mecânico, ele é desafiado a superar a resistência de forças opostas, sejam elas motivadas por quaisquer anomalias – arbitragem, por exemplo.

Jung diria mais sobre a sincronicidade verde e branca - e é fato! Mesmo que o resultado seja adverso, a confiança removerá os obstáculos inconvenientes. As arquibancadas - torcida - percebem isso, incentivando ininterruptamente e fazendo com que suas vozes empurrem a deusa branca rumo às redes antagônicas.

Nosso destino pode estar sendo anunciado de forma enganosa, mas que ele nos entusiasma não podemos negar.

Seria a maturidade chegando ao elenco promissor - Souza (19), Willians (21), Ortigoza (21)...? Jung diria: “SINCRONICIDADE”!

Sim, nós podemos!